Jornalismo Virtual

Thursday, April 14, 2005

Em parceria com Áurea,Juliana,Elisabete.

JORNALISMO ONLINE E IDENTIDADE PROFISSIONAL DO JORNALISTA

Este texto analisa as transformações pelas quais os jornalistas tem que passar, para se adequar as novas mudanças provocadas pela internet. A produção de notícia em rede altera um mercado profissional regulamentado pela tradição. Para alguns pesquisadores, a internet inaugurou uma nova mídia, para outros, não passa de um conjunto de canos por onde passa a informação, porém, ninguém pode negar que a internet é um meio de comunicação legítimo dentro de um universo visual em expansão.
Textos, sons e imagens podem ser lidos e ouvidos em qualquer lugar do planeta, modificando o tratamento da informação e alterando o modo de produção jornalístico. Especialistas vêm chamando este processo de midiamorfose.
A internet levou quatro anos para chegar, onde a televisão levou 13 o rádio 35. Nenhuma empresa de comunicação pode ignorar a internet sem colocar em risco sua própria sobrevivência. Segundo Roberto Irineu Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, nenhum grupo de comunicação tem futuro se não se interligar na rede e souber utiliza-la para se aproximar ao máximo possível do público, satisfazendo todas as suas necessidades de informação, entretenimento e serviços.



Jornalista ou Produtor de Conteúdos


Há pouco tempo atrás o profissional do jornalismo foi surpreendido por uma liminar, que dá o direito à qualquer pessoa exercer a profissão de jornalista. Essa notícia abalou a classe, e deixou muita incerteza e medo no ar.
Hoje os jornalistas são novamente alvo, de um problema que parece, mais preocupante do que a questão dos diplomas. A digitalização da informação, antes era pensada como um complemento do impresso, e uma nova maneira de se fazer jornalismo, acabou se tornando a grande vilã, dos veículos e profissionais de comunicação.
É cada vez maior o número de site que disponibilizam conteúdos informativos na internet. Sem contar que a maioria destes sites não são produzidos por profissionais, com formação acadêmica.
A maioria desses "operadores de internet", ainda copiam o conteúdo dos grandes portais informativos. Não apenas os jornalistas que se prejudicam. Os leitores são outras grandes vítimas dessa notícia mal elaborada, mal apurada, e sem credibilidade.
É preciso rever uma série de contextos que envolvam esse novo espaço que se abriu para a comunicação, é preciso também que as empresas estejam conscientes do importante papel que o jornalista representa em nossa sociedade.
Mais Jornalista do que Cyber


Surge agora um novo jornalista, o cyberjornalista, mas é essencial que essa nova figura carregue com ele, muito do que se via dos grandes jornalistas de antigamente.
Esse novo profissional tem que ter uma grande bagagem "conhecimento", para poder produzir um texto jornalístico como nos velhos tempos.
É preciso contextualizar o factual de agora com o que já se passou, lembrar da importância de checar os fatos, buscar fontes, seguir os caminhos que aprendemos no meio acadêmico.





Sites Gratuitos
Muitos acreditam que os sites com conteúdo informativo gratuito, não duram muito tempo. No início tudo é uma grande novidade para o navegador, depois eles acaba virando rotina, os visitantes desaparecem e junto com eles os anunciantes.
Outros acreditam que a gratuidade é apenas uma forma de laçar o futuro consumidor. E ela irá sumir quando os proprietários decidirem que já é o momento de ganhar.


Outra questão levantada pelos pesquisadores da informação online é sobre a capacidade do ser humano em absorver o excesso de informação. Para Dominique Wolton, o tempo do homem não é o tempo da mídia e ele condena a "tirania da informação".
O uso das tecnologias a serviço da informação online leva alguns pesquisadores franceses à decretar o fim do jornalismo profissional. Segundo os franceses, jornalista é aquele que se sustenta com o jornalismo. Se não precisa de formação, a escolha da mídia não é definida pelo estatuto profissional e assim qualquer um pode se considerar jornalista online e repórter, sem que para isso precise se deslocar da frente do computador. O jornalista virtual seria aquele que descobre pautas, investiga, apura e redige notícias pesquisando o computador. Porém, a credibilidade da informação é questionada devido a sua velocidade.
A ASNE (American Society of Newspaper Editor) levantou o problema da credibilidade dos jornalistas. Estudos feitos por esta associação apontam a freqüência de erros gramaticais, no uso da língua e a falta de exatidão das notícias pela pressa na sua divulgação. A ASNE também observou que os leitores acreditam que a imprensa cobre fatos sensacionais não pela sua importância e sim pelo sensacionalismo.
De acordo com este estudo, o público pensa que os jornalistas são pressionados a publicar notícias de interesse de alguns grupos. Os leitores querem notícias credíveis e que os jornalistas escrevam sobre os indivíduos e os acontecimentos com equidade e justiça, identificando as fontes.
Estes princípios são a base da atividade jornalística que se traduz na busca pela verdade e sua divulgação clara e imparcial. E para que o cyberjornalismo alcance credibilidade, deve definir seus princípios éticos e a sua deontologia enquanto profissão.
A produção e distribuição da notícia fizeram com que a informação deixasse de ser exclusividade da empresa jornalística.Os inúmeros sites existentes na internet trazem informações sobre todos os conteúdos: de caráter local como cinema, teatro e trânsito à notícias sofisticadas em tempo real, através de parcerias com companhias que exploram telefonia e empresas que produzem notícias.
Os sites comerciais lançados como guias de cultura e entretenimento ou criados para fazer promoções, jogos e concursos com o objetivo de vender algum tipo de produto, em meio a tudo isso, divulga notícias jornalísticas ou informações-serviço. Diante disso, as empresas jornalísticas tomam consciência de que o jornalismo online é uma mídia de proximidade e que têm novos concorrentes.
Pesquisas recentes mostram que os consumidores de informações online procuram primeiramente, notícias locais e depois, as globais. Os meios de comunicação precedentes valorizavam a informação global e o webjornalismo privilegia o local. Não há necessidade de enviados para cobrir acontecimentos mundiais, cada um informa do lugar onde se encontra.
As empresas tradicionais de imprensa estão se conscientizando do poder da internet, que a cada dia é mais utilizada por internautas na busca de informação e muitas já possuem sites e portais, mas tomam o cuidado de usar nomes diferentes dos grandes jornais impresso que já possuem boa reputação.
Enquanto no Brasil a maioria dos jornais atualiza seus sites em fluxos constante de informação, os jornais franceses não adotam esse ritmo. Eles dizem que trabalham para jornais diários cujo ciclo é de 24 horas. A solução para muitosjornais é a terceirização dos serviços onlines e isso cria uma dicotomia entre as redações papel e online.
Segundo Olivier Da Lage, membro do Sindicato Nacional dos Jornalistas, o rápido crescimento da oferta de informação na internet pode fazer com que aumente o número de "falsas agências de notícias".

Sites Independentes
A imprensa regional, responsável pela produção e distribuição de notícias, hoje divide seu espaço com os sites institucionais e guias locais lançados por grupos independentes. Na França, Alexandre Druyfus lançou o portal webcity.com que é um sucesso entre os jovens.
O portal oferece uma estrutura diversificada de informações e serviços, agenda cultural, lazer, entre outros. Portanto, os jornais regionais enfrentam a concorrência oferecendo também guias de cultura e entretenimento. De acordo com o diretor do consórcio Socpresse e Le Figaro, na França Michel Bourguigon, "na guerra dos guias locais, a chave do sucesso é a presença de um suporte escrito que garanta a marca, a confiança e a legitimidade do título" .
A imprensa regional francesa está em processo de transição. Pela primeira vez em sua história, suas fronteiras geográficas tradicionais estão explodindo e os jornais estão em situação de concorrência.

Wednesday, April 06, 2005

Portais Regionais: uma nova fase jornalística

O trabalho que estamos analisando tem embasamento no texto de Suzana Barbosa "Os Portais Regionais Como Um Formato Para o Jornalismo Digital"(www.facom.ufba.br/Pos/gtjornalismo/doc/2003/barbosa2003.doc).
Em parceria com Áurea, Juliana e Elisabete.
Com o avanço das novas tecnologias, as informações circulam com maior rapidez produzindo maior conhecimento. A internet desta forma, suporta diferentes tecnologias intelectuais que modificam a relação dos meios de comunicação. Os portais regionais se caracterizam pela relação direta estabelecida entre comunidade e conteúdo, além de uma produção e veiculação de conteúdos na Web. Esses portais regionais podem ser considerados projetos de globalização. Podem ser acessados de qualquer lugar do mundo. O que se faz com a pretensão de ser apenas local, pode ganhar uma divulgação mundial. Segundo o sociólogo Roland Robertson, "aquilo que normalmente se entende por local está, em geral, no contexto do global", ou seja, a globalização é uma conexão de acontecimentos locais para o mundo.
Se no início o portal regional era um conteúdo a mais da produção nos jornais de grande porte, hoje podemos constatar que esses portais assumiram maior independência. Em Divinópolis, o portal megadivi(www.megadivi.com.br), conta com um pacote que inclui notícias, entretenimento e informações de uma forma bem generalizada.
O portal contribui para uma proximidade e interatividade entre as pessoas da comunidade. Esses portais regionais, fazem com que as pessoas se interessem pelos assuntos e também se identifiquem com eles.
Outro portal também importante em nossa região, é o megaminas(www.megaminas.com). O que mais nos chamou a atenção, foi a relação deste site com a rede Globo. Isso mostra que o interesse da emissora não é só em manter uma rede de televisão local. Existe desta forma, uma conscientização de que as notícias regionais podem produzir repercussão não apenas local, como também nacional dependendo de seu conteúdo.
Primeiramente, a comunidade se informa de fatos que acontecem ao seu redor, para depois se preocupar com o resto do mundo. Daí, a busca frequente dos portais regionais.

Thursday, March 31, 2005

Comentário sobre blogs

O texto da jornalista Nina Vasnconcelos publicado no dia 18 de março foi muito interessante sobre blogs. Sua mensagem foi esclaredora e propiciou ao leitor um melhor entendimento sobre o assunto. Hoje em dia, os blogs são bastante ulitizados por um grande número de pessoas que encontraram neles uma nova maneira de se comunicar. A jornalista ressaltou que os blogs propiciam uma maior interatividade entre quem escreve e quem acessa para obter informações. Portanto, essa nova "mania" tem despertado o interesse de muitos jornalistas que podem desenvolver suas matérias sem a preocupação de seguir todas as regras, tornando o texto mais opinativo. Além disso, existe a probabilidade do reconhecimento e encaminhamento profissional. Nina ressaltou ainda que a credibilidade é uma questão em pauta, mas essa imagem vem sendo construída cada dia por jornalistas que aderiram a esse novo meio de comunicação, como Ricardo Noblat.

Friday, March 18, 2005

Blogs Jornalísticos - Informações em Tempo Ágil

Em tempos modernos, percebe-se uma diversidade nos meios de comunicação. Uma delas é a criação
dos blogs, que funcionam como um diário eletrônico. Este se assemelha ao site, porém com características
específicas, onde o blogger (pessoa que escreve) tem maior liberdade para expressar suas idéias. Profissionais
da área de comunicação, como os jornalistas, estão cada vez mais aderindo a essa nova fase. Na internet, é
possível encontrar milhares de blogs jornalísticos que fornecem informações e opiniões em tempo mais ágil.
Esses blogs ou sites pessoais, ainda estão em processo de reconhecimento, por isso muitas pessoas ainda não
sabem até que ponto é confiável. A credibilidade é algo que está sendo construída com o trabalho de
jornalistas, pois os jornais impressos ainda são vistos como a boa e verdadeira fonte. Os blogs permitem uma
maior interatividade entre receptor e emissor, possibilitando um bate-papo onde os comentários são bem
vindos.
Liberdade para se expressar

Os blogs jornalísticos, para o Coordenador do Curso de Jornalismo das Faculdades Integradas do Oeste de
Minas – Fadom e mestre pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA – USP)
Avery Veríssimo, funcionam como uma extensão do que deixou de ser dito no impresso. Segundo ele, "o
jornalista se sente livre para escrever, é como se fosse ele com seu próprio veículo de comunicação, livre de
censura".

O blogger não precisa seguir uma linha editorial, a liberdade portanto é o diferencial que muitos jornalistas
encontraram para se expressar. De acordo com o Coordenador, "o blog é o sonho do jornal próprio". A
linguagem também é específica de cada um, podendo ser opinativa, livre de qualquer tipo de ruído que possa
interferir ou mudar seu pensamento. Na realidade, o blog jornalístico é uma coluna de divulgação pessoal,
opinativo, mesmo sendo jornalístico.

Os blogs não se limitam à nenhuma restrição geográfica, isso possibilita ao jornalista a construção de sua
imagem ou o encaminhamento de sua vida profissional.